Busca por certificação leva jovens ao Centro de Inovação Microsoft no Atlântico

Mais de 200 pessoas compareceram ao MIC/Instituto Atlântico na manhã do último sábado (11/06) para se informar sobre certificações, mercado e marketing.
Às 7h da manhã do sábado já tinha fila no Instituto Atlântico para participar do InnovAction, que reuniu profissionais e estudantes da área de tecnologia da informação para discutir certificações, mercado, marketing e empreendedorismo. O evento foi realizado pelo Centro de Inovação Microsoft. Aos que chegaram primeiro foram distribuídos 200 vouchers que dão direito a fazer a prova para obtenção do certificado MTA (Microsoft Technology Associate), que custa US$ 80.

Stênio Diniz - Analista de Negócios Instituto Atlântico/MIC

A coordenadora do MIC-Fortaleza, Mariana Campos, agendou os horários de realização das provas que serão realizadas até o dia 30 de junho. Stênio Diniz, analista de negócio do Instituto Atlântico/MIC, defendeu a necessidade de certificação para o profissional da área de tecnologia da informação, que segundo ele, alia as vantagens de atender a uma demanda do mercado e facilita a obtenção do emprego em qualquer estado do país.
Felipe Holanda Ribeiro, Microsoft Student Partner e analista de banco de dados do Sistema Verdes Mares, relatou a experiência de ter sido convidado pela Microsoft, por e-mail, para participar do programa Histórias da Vida Real Office 2010 Microsoft. A empresa o levou a São Paulo, onde ganhou um notebook e ingressou na comunidade de usuários da suíte Office.

Felipe Holanda Ribeiro - MSP e DBA

Segundo Felipe Holanda, a maioria dos analistas de suporte do SVM têm muitas certificações e sempre investem em upgrades das mesmas. “Este é um pré-requisito para qualquer candidato ser avaliado”, disse ele. O MTA, explica Felipe Holanda, certifica no aspecto conceitual, na capacidade de entender e conversar sobre os fundamentos das ferramentas Microsoft.
Daniel Campos, diretor executivo da Factory Technologies, fábrica de software, empresa parceira Microsoft, prestadora de serviços de computação em nuvem e participante do programa Microsoft BizSpark, contou que foi um dos primeiros colaboradores do Microsoft Innovation Center e desenvolvedor no Instituto Atlântico. Por indicação do MIC, a Factory participou de uma experiência internacional em parceria com uma empres da Dinamarca.

Daniel Campos, diretor executivo da Factory Technologies

“Criatividade é o que move o mundo”, disse Daniel Campos ao informar que a empresa trabalha com tecnologias como RFID (Identificação por Rádio-Frequência), ambientes em nuvem e aplicações para Windows Phone. De acordo com ele, a empresa deverá receber os primeiros aparelhos em Julho.
O mercado de tecnologia da informação no Brasil este ano, de acordo com estimativa citada por Daniel Campos, terá um crescimento de 13,1%. NO mundo segundo ele, há uma tendência de redução de 29% de ativos de tecnologia da informação até 2015, o que indica um cenário ascendente no modelo de serviço de computação em nuvem. Para ele, o mercado demanda por soluções de cloud computing, mobilidade, redes sociais, outsourcing, aplicações ERP e ferramentas analíticas.
Todavia, observa Daniel Campos, faltam profissionais. “No Brasil existem mais de 100 mil vagas em aberto na área de tecnologia da informação”, afirma, ao citar que “apenas uma empresa deixou de contratar no primeiro trimestre deste ano, 1500 profissionais para ocupar as vagas que surguram”.
Honório Melo, da Iativa, contou que deixou o setor de desenvolvimento para focar a empresa no segmento de marketing digital. Esta área, segundo ele, era tratada como mídia alternativa, pois não existiam profissionais especializados no mercado, mas mostrou que apresenta resultados consistentes nas campanhas que desenvolve para a internet.

Honório Melo, professor e sócio-fundador da Iativa

Como vantagens do marketing digital, Honório Melo cita a capacidade de focar nos usuários de empresas específicas no segmento e com base em referências e comportamentos reais do cliente. Ele argumenta que na modalidade os anunciantes podem mensurar a resposta a uma peça publicitária e alterar o rumo de uma campanha se não der certo o resultado em uma primeira etapa. “Não é possível contar quantas pessoas vêem um outdoor, mas o número de clicks em um banner em um site é mensurável”, compara.

André Luis Lemos (primeiro à direita)

André Luis Vieira Lemos,  que cursa manutenção industrial no campos IFCE de Maracanaú, foi uma dos que garantiram o voucher para fazer a certificação. Segundo ele, a certificação é um pré-requisito, sendo exigida por toda empresa. “Mesmo a pessoa tendo o conhecimento, é exigido o certificado”, disse ele.

Juraci da Cruz Ricardo, Juan Cosmo da Penha e Júlio César Moura Alves

Alunos da Escola Estadual de Educação Profissional Júlia Giffoni, Juraci da Cruz Ricardo, Júlio César Moura Alves e Juan Cosmo da Penha também chegaram cedo ao evento e vão realizar a prova que habilita ao certificado MTA, se obtiverem média acima de 70%. Os três são alunos do Ensino Médio Integrado no cusrso de informática, mas Juraci e Júlio César já têm no currículo o certificado de Programador Júnior.
O evento contou também com a participação de Microsoft Student Partners de Natal-RN.
Confira abaixo um vídeo com depoimentos e visão geral do que ocorreu no evento.

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Até breve.
* Texto e fotos retirados da reportagem do jornalista Flamínio Araripe

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